terça-feira, 3 de maio de 2011
Oi
Em breve postarei alguns textos que já escrevi, e pretendo não abandonar mais nenhum dos meus blogs.
bj *--*
segunda-feira, 7 de março de 2011
Pela repentina vontade, pelo agora
Mas escrever sem as amarras, sem rascunho, sem preparar o texto, sem revisão, sem tempo pra reflexão, sem tempo pra acabar, sem o tempo pra continuar, sem o tempo de desistir. Assim como deveria ser o falar, fluído, fácil, deslizante, chegando onde deve chegar, escorregando levemente para onde queremos que vá.

O escrever sem o tempo para o disfarce, sem o tempo de encobrir cada palavra, de trocar a ordem, de infiltrar ambiguidade nos seus sentidos, de esconder; com o cuidado de deixar apenas uma ponta descosturada, que quando se puxa, desmancha-se o texto inteiro em linha tênue, única, e reta para onde sempre teve intenção de ir. Para quem sempre teve intenção de chegar.
Escrever enfim, sem o perigo da exposição, sem inventar personagens, sem o esconderijo de uma história, do irreal. Sem formato, sem definição, sem lírica, sem poesia, sem crítica ou opinião, sem tema, sem ciência, sem argumento, sem explicação.
Mas e qual o sentido quando não há o que se revelar?
Quando as linhas se perdem em metalinguagem, quando a intenção é fazer valer aqui um desejo de expressão, de veracidade, de identidade, de espaço, de confissão, de liberdade; quando a intenção é apenas falar - falar que há muito o que dizer.
É falar que se quer muito falar.
(Que se quer muito falar com você)
E então talvez dizer o que todas as músicas, e todos os poemas, e todos os livros, e todas as fotografias, dizem, dia a dia, para mim.
Fotografia: Henri Cartier-Bresson.
Medo
Como um ser humano normal, eu sempre tive muitos medos. Medos tão variados e que nem eu saberia descrever o porque de tantos medos. Mas antigamente era diferente, eu queria enfrentar esse medos, os desafiava. Não sei quando, não sei o porque, mas perdi isso em alguma parada enquanto esperava o ônibus. Como posso ser tão esquecida? Ao ponto de esquecer algo que considerava tão importante?
Hoje, o medo me consome, a desconfiança me detém, a cada passo em frente que dou. Tenho medo, que esse passo seja grande demais para minhas pernas, tenho medo que elas cedam a qualquer momento e eu desabe ao chão.
Nunca pensei em deixar para trás todas minhas lembranças, mesmo que eu queira me desfazer de algumas, mas sendo otimista, espero que seja só questão de tempo. Mesmo que eu esteja longe, guardo comigo todos os locais, todas minhas lembranças, cada anotação, cada carta perdida ou não entregue, levo-as comigo para não esquecer que existem “alguéns” perdidos em paradas de ônibus, e penso que um dia voltarei para pegar tudo de volta, por merecimento.
Ao mesmo tempo, deixo um pedacinho de mim em cada pessoa que aprendeu algo, sendo bom ou não, comigo. Mesmo tendo muitos medos, espero ensinar algo as pessoas, espero deixar algo nelas. Mesmo que sejam tristes palavras de agradecimentos e despedidas, ditas em um simples: Eu te amo. Não preciso dizer muito mais do que isso, não preciso dizer o quanto foram importantes pra mim, só preciso que me entendam.
Voltando ao medos. A covardia me trouxe algo bom, me fez pensar duas vezes antes de agir, me fez refletir mais e perder o impulso. Mas as vezes penso, será que não era esse impulso que deixava a vida mais doce? Prefiro não descobrir essa resposta, não por agora;
Acho que já machuquei muitas pessoas, pelo fútil medo de sofrer. As pessoas fazem de tudo para não sofrerem, mas isso muitas vezes é inevitável, e muitas dores chegam para o bem.
Esse medo de tudo, me fez ter medo de mudar, ou até talvez, ter medo de voltar a ser o que eu era. Minha mente menina, me diz que há tantas coisas a se pensar, e tantas coisas a se fazer, que o melhor agora é esperar, mesmo que eu sofra, mesmo que isso me renda baldes de lágrimas, pelo menos não faço mal a ninguém assim.
Por fim, queria ressaltar que mesmo se eu continuasse a ser a menina corajosa, não saberia enfrentar todos os meus medos, pois um sapo é muito mais apavorante, do que monstros ilusórios (pelo menos para mim). Por isso fico feliz, mesmo que eu perca algumas lembranças, sempre terei meus medos, espero que eles me façam gerar novas lembranças que marcarão o caminho de mais alguns perdidos em alguma parada de ônibus por ai.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Nostalgia
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Desenterrando o passado, desenterrando você, me perdendo novamente...
mais fácil é de destruí-lo.
Se amar for o céu,
O que faço no inferno?
Como perco tanto, em segundos?
Retiro as lembranças, as coloco em frascos para que outros que não as viveram possam inveja-las.
Você já foi amado,
agora enfrente o que os falsos chamam de indiferença;
A indiferença que não existe,
só há um cansaço, de viver.
Engane-me se puder.
Volte e se importe agora, com o que passou.
Restam as lembranças,
mas não tenho mais tanta importância para você.
Me acostumei com essa situação.
Existe agora aquela pessoa que você pode chamar de sua.
Estarei no seu hipocampo quando você precisar,
mas me sinto bem por não ter continuado aquilo
Só acho que você errou em uma coisa, as pessoas não são substituíveis, porque o coração humano é tão grande e pode preservar muitas coisas. Acho que você sempre errou nisso, são coisas totalmente diferentes; personalidades diferentes, tal como as proporções sentimentais.
Não me lembrava disso.
Curiosidades do Rock
Rés a lenda que a primeira canção de rock´n´roll da história foi "Maybellene" do cantor e compositor Chuck Berry...O cara fez uma incrível mistura de country com blues...e então surgiu a verdadeira música!! Até então era só tocada na periferia, por negros, e a sociedade burguesa hipócrita e preconceituosa da época se recusava a ouvir por causa disso...então chegou um cara branco, de olhos claros e rebolado envolvente chamado Elvis que mudou essa história.
Gostaria de lhes confessar que sofro de uma pequena doença chamada “Beatlemania”, mas tenho uma pequena rixa com o senhor John Lennon por causa de algumas frases ditas por ele como, por exemplo: “O sonho acabou” e “ O cristianismo vai acabar. Vai se dissipar e depois sucumbir. Nem preciso discutir isso. Estou certo, e o tempo vai provar. Atualmente somos mais populares que Jesus Cristo"...ah, vai se catar Lennon!O cara nem se achava e foram várias as coisas idiotas que ele fez, talvez uma das unicas boas foi ter criado os Beatles, que achava ser dono absoluto. E essa última frase fez com que todos os outros integrantes também sofressem consequências, o LP “Yesterday and Today” havia sido lançado a pouco mas cristãos se indignaram com a frase de Lennon e protestaram. Rádios organizaram um boicote a execução das canções dos Beatles. Discos da banda foram queimados publicamente em uma fogueira. Nos EUA, na África do Sul e na Espanha houve o banimento de canções do grupo por cinco anos. Houve inclusive a manifestação do Papa!segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
As Rosas Extraviadas

E você que nem apareceu.
Datas esquecidas são tão bonitas, se opostas à lembrança que nada representa. Mas imaginei-te, em minhas mãos, amarrado por um laço de fita vermelha, tudo sorrindo.
Cena cruel - quando apenas é desejo irrealizável. Mas levou-me o dia, levou-me porque era meu dia; e agora, depois de esperar até seu fim, esperar que, em outro qualquer, apareçam.
Não vieram, mesmo assim, ficaram; e a penumbra da noite não deixa adormecer, antes de o próximo dia clarear; como que antecipando que este próximo traria, quem sabe, surpresa mais surpreendente (Era ele que antecipava, ou era o que se desejava?).
É que a expectativa perdida não se perdeu por completo, apenas ficou guardada na gaveta.
A mesma tristeza do esquecimento, que não trouxera raiva, carregara para dentro de casa, sem perceber, nova espera. A espera que será o pretexto para ter qualquer coisa de você; pretexto que preencherá a semana inteira, intercalado com as músicas, os poemas e as fotografias que lembrarmos, e que lembrarem, de alguma forma, nós dois. Espera que só termina quando arranja-se novo motivo, motivo que me aproxime de você.
Um pedaço de flor, enfim, uma pétala – talvez meia - caída no jardim, entre verdes, destacava-se. E destacou também aquele outro dia, que ganhou toda a sua cor. Assim como esperança.
Quem sabe, por acaso, por brincadeira, dúvida, charme, ou descuido, elas se perderam pelo caminho... Ainda assim, apenas uma, ao dia seguinte, fazia-se tão bela quanto, a cada hora, centenas delas.
Imagem: Paul Klee
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Diário de bordo

Reflexo primitivo de culpa
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

